quinta-feira, 11 de setembro de 2008

A ética e os limites do consultor


A ética estabelece limites por intermédio de códigos, normas e leis que expressam os valores sociais e morais de uma cultura.
Os códigos de ética profissional conferem credibilidade e legitimidade ao exercício da profissão, referenciando o uso de técnicas e comportamentos adequados, adotando preceitos em várias dimensões sociais, organizacionais, grupais e individuais. A ética individual valoriza a liberdade, a autodeterminação, enquanto a ética social está voltada para o atendimento das necessidades do grupo ou da sociedade.
Toda relação de ajuda requer um comportamento ético condizente e há necessidade de ter um código de ética para orientar a tomada de decisões e a forma de agir do consultor.
Para lidar com desafios, o consultor precisa desenvolver uma espécie de inteligência moral ou uma competência ética que o ajuda a lidar com dilemas, reduzindo a ansiedade e aumentando a efetividade da relação de ajuda.

Qualificação Profissional e Marketing Pessoal:

Uma postura ética implica que o consultor seja detentor de todo o conhecimento necessário à ajuda que ele se dispõe a prestar. Ao iniciar um trabalho o consultor enfrenta um desafio delicado, apresentar ao cliente suas reais qualificações sem apresentar autopromoção ou distorção.
O marketing do consultor é o seu desempenho anterior. A vantagem competitiva de um consultor bem sucedido decorre da empatia com o cliente, da capacidade de fazê-lo sentir que o problema dele é entendido e compartilhado.
O marketing da consultoria deve restringir-se a informação da sua especialidade, da sua formação e experiência anterior, das empresas que atendeu e das referências que possui.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008



A consultoria Perfeita


 


É extremamente necessário para termos a perfeição em consultoria muitos aspectos. Ser autêntico, fazer uma boa contratação, coleta de dados e diagnósticos coerentes com a real situação da empresa a ser consultada, Feedback e a decisão correta de agir no momento certo são requisitos básicos para que tenhamos uma exatidão no trabalho de consultores.


O cliente necessita notar na pessoa que está contratando uma autenticidade, ou seja, ter a certeza que a contratação para análise de sua empresa está sendo correta e capaz de avaliar com coerência a situação. As etapas não podem ser avançadas. Deve se ter um roteiro dos passos a serem praticados no trabalho de uma maneira organizada e capaz de construir firmemente uma idéia de exatidão no trabalho. O consultor deve expressar em palavras o que realmente está sendo vivenciado com o cliente. Não deve se deixar espaço para o cliente perguntar: “Será que posso acreditar nesse consultor?”


A falta de confiança no trabalho terá um efeito direto e certamente negativo na execução das tarefas, coleta de dados e decisões a serem tomadas na empresa do cliente. No momento da contratação, tanto o cliente como o consultor devem saber  de fato o que um espera do outro. Isso já possibilitará uma clareza e uma diminuição no caminho onde as duas partes querem chegar. O consultor deve estar pronto para atitudes negativas e represálias que o seu cliente possa ter com relação ao seu trabalho. Trazer a tona os problemas e preocupações de uma maneira capaz de fazer o cliente estar disposto a resolver a situação.


            Na coleta de dados e nos diagnósticos o viveis de análise devem ser obedecidos não sendo ultrapassada nenhuma fase. O clima político de amizade ou receio não deve intervir em qualquer análise feita pelo consultor. O cliente sempre reluta em apresentar as informações, porém o consultor necessita ter enorme habilidade no sentido de conseguir essas informações.


            No Feedback e na decisão de agir o consultor necessita afunilar ao máximo os dados. Eles devem estar totalmente ao controle do cliente, devem ser apresentados dados pessoais e da organização, se necessário. O gerenciamento da reunião de Feedback é responsabilidade do consultor, sendo assim não pode perder esse controle. Não encarar as represálias do cliente como afrontas ou mágoas pessoais, uma vez que não é esse o objetivo do trabalho do consultor.


            Sendo assim, o consultor não é um gerente. Ele deve ter controle do seu trabalho no momento em que estiver exercendo junto ao cliente. Pode que após analisado o relatório o cliente decida não tomar nenhuma ação, isso é um direito dele. Tanto a dependência exagerada do cliente quanto o seu desprezo são ruins para o consultor. É essencial deixar claro aquilo pelo que você, o consultor, é responsável e aquilo pelo que o gerente de linha é responsável.